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Cia aérea aposenta todos os seus "Jumbos"



publicado em: 02/02/2012

Às 04h55min de hoje aterrissou em Ezeiza, Buenos Aires, o último voo de um Boeing 747 da Aerolíneas Argentinas.




Com a chegada do voo 1133, proveniente de Madri, a Aerolíneas Argentinas desprogramou comercialmente os Boeing 747 (Jumbos) que operaram durante 33 anos nas rotas internacionais da Companhia.

Esta madrugada o Presidente da Companhia, Mariano Recalde , acompanhado pelo Gerente de Operações da Aerolíneas Argentinas, Comandante José Faggiolani, recebeu a tripulação do B-747 - LV-AXF - que operou o último voo entre a Espanha e a Argentina.

Os B-747/400 foram substituídos por aeronaves Airbus A-340, que já se encontram operando nos voos internacionais em destinos como Auckland/Sydney, Roma, Miami, Barcelona, México, Caracas, Bogotá e agora também cobrem a rota a Madrid que até hoje era a única operada pelos Jumbos.

O Jumbo fecha um ciclo em que foi marco na história da Aerolíneas Argentinas e que começou dia 14 de janeiro de 1979, às 09h38min, quando aterrissava no aeroporto internacional de Ezeiza a aeronave B-747/200 - matrícula LV-MLO - que seria a primeira de uma série de três que o Estado nacional comprava diretamente da fábrica Boeing Co. de Seattle.

Aerolíneas Argentinas, desde 1979 até esta data, operou treze aeronaves com estas características e desde o ano 1990 até janeiro de 2012, os Jumbos voaram mais de 500 mil horas.

O B-747 foi, até a aparição do Airbus A-380 há poucos anos, o maior avião comercial do mundo e foi a Aerolíneas Argentinas a primeira e única empresa que incorporou este tipo de aeronave em toda a América Latina.

O Jumbo foi o carro-chefe da Companhia e o avião que, em 7 de junho de 1980, unia a Argentina com a Oceania e o Extremo Oriente no primeiro voo transpolar, inaugurando a rota a Auckland (Nova Zelândia) e Sydney (Austrália).

Na década de 80, o Jumbo, que nesse momento também cobria a rota a Roma, transportou o Papa João Paulo II de Buenos Aires a Roma em duas oportunidades, em junho de 1982 e em abril de 1987.

A desprogramação destas aeronaves estava contemplada no Plano de Negócios 2010/2014, apresentado oportunamente pela Aerolíneas Argentinas, e é parte da renovação e ampliação de frotas, na busca de um maior rendimento operativo.

Entre 2009 e 2012, Aerolíneas Argentinas e Austral lograram um recorde de incorporações de aviões aos seus ativos: cinquenta e uma aeronaves em três anos. São estas: vinte e seis Boeing 737 nas séries 700 e 800. Dos quais dezesseis se encontram operando. Vinte Embraer E-190 (convertendo a Austral na frota mais moderna da América do Sul), todos operativos. Cinco Airbus A-340/300 , dos quais quatro já se encontram no país.

Fonte: Assessoria de Imprensa Aerolíneas Argentinas


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