O produto, considerado altamente cancerígeno, integra a estrutura de dois transformadores de energia e dez capacitores, que foram desativados pela Superintendência de Portos e Hidrovias do Estado (SPH), há quase dez anos.
Há pelo menos dois anos, a administração da SPH tentou, sem sucesso, licitar a operação de remoção desse material, que necessita ser feita por uma empresa especializada. A retirada do produto da área do Porto ocorrerá por volta das 13h30min, desta terça-feira (14/02).
Conforme o superintendente de Portos e Hidrovias, Pedro Homero Flores Obelar, o início da operação tranquiliza a direção da autarquia. "Há pelo menos dois anos estávamos tratando do assunto, sem obter sucesso. A partir de amanhã, nosso Porto começa a ficar livre deste material que, há quase 10 anos, causava preocupação", afirmou.
Operação
Para retirar o ascarel contido nos equipamentos, a empresa carioca Saniplan, conta com uma equipe de três pessoas, um químico, um auxiliar e um engenheiro. O trabalho, segundo o representante técnico da empresa no RS, o engenheiro Paulo Vencato, consiste, entre outras coisas, na proteção do piso com lona impermeável para evitar vazamentos e contaminação do solo. "Após, faremos a sucção do produto de dentro dos transformadores para tambores especiais utilizados no armazenamento de produtos com alto teor de toxicidade", disse.
Após a retirada, o material seguirá para o Rio de Janeiro e, de lá, para a Finlândia, onde será feito o descarte por incineração. "Este material será levado por navio, para a empresa Ekoken, que conta com um incinerador dez vezes mais potente do que o existente aqui no Brasil. Este são produtos que não podem ser descartados de qualquer forma", disse.
Redação: Cristiane Franco
Fonte: Secom Governo do Estado do Rio Grande do Sul
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