Já a estrutura ferroviária tem 45 km e foi projetada para receber dois trens e carregar outros dois de 120 vagões, simultaneamente. O pátio rodoviário tem condições para receber 1.500 caminhões/dia e a área de apoio contará com posto de abastecimento e centro comercial, com lojas bancos, restaurantes, hotel etc.
Em movimento semelhante, os ramais de Santa Rosa e São Luiz Gonzaga, na malha sul, serão reativados, de forma a escoar 200 mil t/ano, enquanto a construção do terminal do Tigre terá fluxo linear de carga de três novas fábricas de farelo na região, que serão escoados no trecho São Luiz Gonzaga-Uruguaiana. Nahus estima uma captação adicional de 2 milhões t/ano, totalizando 5,5 milhões t/ano, quase 60% de crescimento na região. Outra aposta é a migração das exportações de açúcar do porto de Santos para o Paranaguá, a ALL estima para o ano que vem movimentar 6 milhões de t, o dobro da quantidade atual
Na parte industrial, a expectativa de sucesso está ancorada no modelo de parceria com grandes indústrias e quem vem dando muito certo. Um deles é o transporte de ferro gusa das siderúrgicas paulistas Arcelo Merital e Gerdau para o Mato Grosso do Sul e o retorno com celulose, graças a outro contrato fechado com a Eldorado Brasil, em Três Lagoas, a maior fábrica de celulose do mundo em uma única linha de produção.
"A parceria com a Eldorado é um exemplo de como o modal ferroviário pode ajudar a viabilizar uma fábrica de celulose a uma distância de mais de 900 km do porto mais próximo", diz Nahuz. Com um investimento de R$ 300 milhões, a partir do ano que vem a ALL será responsável pelo escoamento de 800 mil toneladas/ano, através de uma ponta rodoviária de 90 km entre a fábrica e Aparecida do Taboado, MS, e depois até o porto de Santos por ferrovia.
Na busca por oportunidades ao longo da malha, outra fronteira que se abre no transporte de combustível é o biodiesel, uma carga transportada basicamente pelo modal rodoviário. Hoje, a operação da ALL nesse campo é levar o diesel de São Paulo para o Mato Grosso e voltar com o álcool. Com investimentos em terminais no Alto Taquari (MT, Passo Fundo (RS) e Paulínia (SP), o biodiesel garantirá mais cargas de retorno. "Boa parte das fábricas de farelo do Mato Grosso só se viabilizam com a produção do biodiesel, que ajuda a fechar a conta da operação. Esse é um mercado de 500 mil m3/ano", conclui Nahuz. Nos próximos cinco anos, a ALL projeta um crescimento de 10%.
Redação: Solange Hette
Foto(s): Divulgação
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