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Crescer e expandir



publicado em: 01/12/2011

Diante de tal prosperidade, a entrada da concorrência de investidores estrangeiros e fornecedores dispostos a disputar o mercado de veículos de todos os tipos, como o TAV, VLT e Monotrilho, passa a ser vista com desconfiança pela indústria nacional. Segundo dados do Simefre, a indústria local cria 20 mil empregos diretos e indiretos, com todo o custo Brasil que isso implica e que onera os produtos fabricados aqui.

Além disso, nos últimos 8 anos os fabricantes investiram mais de R$ 1,1 bilhão em modernização e ampliação de unidades fabris. E a previsão é que mais R$ 400 milhões sejam investidos até 2013. "Não é justo que as concorrências internacionais para aquisição de trens sejam feitas em condições que privilegiam os proponentes estrangeiros", protesta Luiz Fernando Ferrari, vice-presidente da Simefre, que reinvidica uma política industrial que proteja as indústrias instaladas no país e garanta condições de licitações isonômicas.

"Ainda temos muito a crescer com a extensão da malha ferroviária e ampliação da capacidade de captação de carga", entusiasma-se Sérgio Nahuz, diretor Comercial da ALL? América Latina Logística. Detentora de 21.300 km da malha ferroviária sob concessão, a empresa responde por 80% das exportações agrícolas brasileiras e 78% da América do Sul realizadas por esse modal - nada menos que 65% do PIB do Mercosul. Não é à toa que, enquanto o setor ferroviário crescia 6,4%, a ALL desfrutou um crescimento de 16,6% na receita de 2010 e 10,3% em tku.

Em 2011 a ALL investiu R$ 650 milhões na compra de equipamentos e manutenção da malha e a ampliação da Malha Norte, na qual Rondonópolis exigiu investimento de R$ 171 milhões. O trecho que ligará a cidade de Alto Araguaia à Rondonópolis, no Mato Grosso, será capaz de aumentar a capacidade de captação de cargas agrícolas no Estado que é o maior exportador de grãos do país.

A ampliação de 260 km na sua malha ferroviária em linha singela (tráfego nos dois sentidos) e bitola larga aumentará o potencial de captação de cargas de commodities. A partir do ano que vem, o terminal de Itiquira atenderá uma demanda de dois milhões de toneladas/ano de soja e milho, dos cinco milhões de toneladas/ ano de capacidade captável.

Segundo a operadora, uma única composição de trem com 1.700 metros pode transportar 6 mil toneladas, o que ocuparia 172 bi-trens, que somariam 3,5 mil metros de rodovia quando paradas e 26 mil metros em movimento. "Um trem de 50 vagões retira da estrada um volume de 120 caminhões, elevando a segurança e reduzindo o consumo de diesel em 70%".

Apenas a Seara investiu R$ 40 milhões na construção de um terminal graneleiro intermodal para o transbordo de soja, milho, sorgo e farelo destinados à exportação em Itiquira. O terminal terá capacidade estática de 100 mil toneladas e movimentação de 2,5 milhões de t/ano. Para o diretor de logística da Seara, Jorge Yoshii, o empreendimento viabiliza o escoamento através do modal ferroviário, melhorando o resultado da operação e diminuindo o tráfego de caminhões para os principais portos - Santos, Paranaguá e São Francisco. "O terminal vai trazer competitividade a todos os produtores da região norte do MS e MT".

Com aporte de R$ 730 milhões, o complexo multimodal de Rondonópolis está sendo construído com investimento de clientes para formar um complexo de terminais de grãos e fertilizantes, garantindo a produtividade da linha tanto na ida quanto na volta. Somando os terminais de combustíveis e industriais, incluindo produtos frigorificados, o empreendimento garantirá uma capacidade operacional de 15 milhões t/ano, expansível para 40 milhões t/ano, graças à sua estrutura modular.


Redação: Solange Hette
Foto(s): Divulgação


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