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Integrar MT pelo Amapá reduz frete em 30% para exportar



publicado em: 23/11/2011

Produtores agrícolas de Mato Grosso terão ganho de competitividade com redução de 30% no custo do frete para exportar grãos, se considerado o modelo de transporte pela BR-163 e o Porto de Santana, no Amapá


A informação foi repassada pelo governador Camilo Capiberibe (PSB), em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 21, para jornalistas em Sorriso. Ele visita Mato Grosso para verificar a atividade econômica agropecuária local e a viabilidade dela chegar aos mercados europeus e asiáticos pelo porto amapaense, além de incrementar a economia do seu Estado como ponto de escoamento da produção.

O governador retorna nesta terça-feira, 22, para Brasília, após participar do Seminário Nacional de Milho Safrinha, em Lucas do Rio Verde, nesta segunda-feira.

"Temos o Porto de Santana como opção para o Norte da produção de Mato Grosso e do Amapá, na foz do rio Amazonas, que pode baratear o frete em 30%", confirma.

"No Amapá vamos construir um terminal graneleiro e por isso estamos aqui para uma parceria em que os dois estados vão ganhar". O porto fica a 150 km do mar.

O deputado federal Valtenir Pereira (PSB-MT), que acompanha o governador, informa ainda que há ganho na tonelada de soja transportada, por exemplo, em torno de R$ 15,00, se for utilizado o modal via Norte do Brasil pela BR-163 e Porto de Santana.

"Para tirar produção do Norte do Estado, temos que andar 2.300 quilômetros. Via Porto de Santana, andaremos cerca de 1 mil km e de lá embarcar em grandes navios para Europa e China pelo Canal do Panamá".

Para colocar em prática o terminal, o governador Camilo Capiberibe listou investimentos de empresários do agronegócio de Sorriso e de Lucas do Rio Verde, dos governos dos dois estados e de recursos de um fundo de financiamento. Ele prevê que em um prazo de dois anos a rota já possa ser colocada em prática.

"Com a construção do terminal e da pavimentação da BR-163 vamos tirar 1 mil quilômetros de estrada e passar a transporte fluvial, comparado com Paranaguá e Santos".

Segundo Camilo, os ganhos serão nos dois lados do transporte, tanto na hora de levar produtos de Mato Grosso como na carga de volta.

"Falamos em 30% na hora de exportar o produto grão, nem falamos em contabilizar o retorno com frete de insumos como fertilizantes para a produção".

O prefeito em exercício de Sorriso, Wanderlei Paulo, utilizou um termo econômico para mostrar na prática o significado de ganhos para empresários agrícolas e para a alavancagem do crescimento de municípios como Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop.

Redação: Eduardo Neves, colaboração Jonas da Silva
Fonte: Secom Amapá


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