Se até pouco tempo o custo da mão de obra não estimulava o alto investimento em automação, na realidade desincentivava. Hoje, vivemos um momento de crônica escassez de profissionais qualificados e a postura das empresas tem mudado radicalmente quanto aos investimentos.
No setor de transporte rodoviário de cargas, por exemplo, a falta de bons motoristas é apenas a face mais visível do problema. Quadros profissionais ligados à posições operacionais também rarearam e os sinais claros de carência têm levado os empresários a leilões desses profissionais, elevando sobremaneira a rotatividade.
O resultado mais comum de toda essa história, apesar de tudo, é a queda na qualidade dos serviços prestados, na morosidade dos serviços e no aumento do índice de quebras ou danos das mercadorias.
Para dar um jeito nesse estado de coisas, a TNT, uma das maiores empresas globais de entrega expressa, vem investindo na automação de suas unidades no Brasil desde 2009. Evidentemente o foco são os ganhos em agilidade e produtividade, mas uma das maiores preocupações ocorre com a escassez de mão-de-obra e de sua valorização cada vez maior.
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Redação: Solange Hette
Foto(s): Divulgação
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