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A hora da verdade



publicado em: 01/04/2011

O primeiro trimestre acabou e o final do ano já está na cabeça de todos, especialmente recheada de grandes interrogações. Do lado da indústria automobilística, montadoras, fabricantes de motores, lubrificantes etc apresentam a cada mês argumentos que confirmam sua preparação para a empreitada do Proconve 7, chegando a detalhes da distribuição da Arla 32 ou ureia técnica. O sistema ASR adotado garante o dimensionamento dos novos produtos, pois, de acordo com as necessidades periféricas dos engenhos Euro 5, os cofres de motor dos novos produtos já reservam espaço para encaixar essas partes. Particularmente interessante será a Fenatran 2011, realizada quatro meses antes da maior revolução já feita no rodoviarismo brasileiro rumo a minimização das emissões. Com certeza a feira mostrará uma grande coleção de novos trens de força para os transportadores visitantes. A grande estrela, no sentido literal mesmo, estará meio invisível na "festa", a Petrobras. Por enquanto muito quieta para o meu gosto, diante da tarefa hercúlea à frente, de viabilizar a implantação de norma tão rígida e tão dependente de combustível de boa qualidade. O que perturba muita gente é que em nenhuma ocasião, desde a implantação da Euro 1, Euro 2 e Euro 3, a Petrobras fez sua parte a tempo. Por falta de combustível disponível, a Euro 3, por exemplo, teve que valer antes para ônibus. O jeitinho vale para tudo e especialmente tem valido para a proporção de ppm de enxofre. Uma parte vai de 1.000, outra de 500, outra de 50 e outra de 10. Como se o Brasil fosse uma grande colcha de retalhos. Senhores, precisamos de reza brava.

Redação: Pedro Bartholomeu


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