Há seis meses apenas da entrada em vigência da fase sete do Proconve, o P7, configura-se um grande imbróglio, aumentando ainda mais a suspeita de que os novos limites de emissôes não devem atingir o país como um todo, pelo menos. Se, antes, os principais ingredientes do novo "caminhão" brasileiro integravam incertezas quanto à distribuição nacional do diesel S50 e a da Arla 32, a ureia técnica, agora vêm à tona também as reivindicações dos sindicatos de proprietários de postos de combustível, que dizem ser impossível tomar todas as providências e investimentos em infraestrutura e conclui-los antes de 2015. Não é fácil, depois do primeiro recuo é difícil conter outros. Além do fiasco do adiamento da vigência do Proconve 6, que seria o Euro 4, uma fase que garantiria os maiores ganhos relativos à baixa das emissões em relação aos demais, passou-se um tempo sem se mover uma palha para resolver os problemas que visivelmente enfrentaríamos em janeiro do próximo ano. Só agora, tenta-se ligar o turboalimentador para reaver o tempo perdido. A descrença é tanta que a maioria das montadoras já tem um plano B para colocar nas ruas a ureia técnica, tanto diante das dificuldades de sua disponibilidade nos postos de abastecimento e também pela possibilidade de fraudes perigosas ao funcionamento dos sistemas. Com essas e outras, os transportadores hesitam quanto à efetividade do P7 na data marcada. Como ficam os caminhões em rotas de longas distâncias para pólos econômicos mais pobres? Quantos tipos de diesel estarão disponíveis nas bombas? O combustível S50 será quanto mais caro que o atual 500? Qual será o aumento real de custos operacional com o uso do novo combustível em motores mais antigos? Não são poucas as dúvidas dos frotistas e muito poucos para respondê-las, situação muito comum quando se convive com um monopólio, não é mesmo. O que resta é torcer para que as promessas se realizem. Amém.