O ano começa com o pé direito com as notícias vindas de Brasília. A nomeação do ex-deputado Mário Negromonte como titular do Ministério dos Transportes é a principal delas. Apesar de o baiano Negromonte ter origem política, como todos os ministros dos últimos 25 anos, a esperança reavivada de todo empresariado do segmento é que ele foi um dos raros membros do legislativo que deu toda atenção para os anseios dos transportadores. A Lei Negromonte, por exemplo, é uma das melhores tentativas para arrefecer em grande medida o roubo de cargas, um problema que flagela todo o país e é fonte de violência contra os motoristas de empresas do segmento de tranporte de carga e caminhoneiros. Apesar de vetos como o do artigo sexto, que confiscava bens dos envolvidos no roubo e receptação de veículos e carga, perdimento que seria direcionado a um fundo de combate ao furto e roubo, a Lei se transformou num divisor de águas na aplicação de antídotos a este grande problema do segmento. A partir de então, o roubo passou a fazer parte de todas as discussões e já apresenta queda o número de ocorrências. Negromonte à frente do Ministério dos Transportes significa então que o setor será pelo menos ouvido em temas relevantes aos transportes e ao multimodalismo. Por isso mesmo, quem sabe se com Negromonte à frente do ministério, o diálogo leve a uma solução definitiva quanto à implantação de uma política de transportes e de um programa de modernização geral de todos os modais, que incorpore finalmente um sistema de renovação de frota factível às pequenas empresas e autônomos. E que também a infraestrutura do país seja recuperada e ampliada. Oxalá.