Este ano será cheio de novidades no segmento de transporte rodoviário comercial se ninguém atrapalhar. Com o crédito farto e justo oferecido até agora, como o Finame PSI, o Procaminhoneiro e o Propass, para chassis de ônibus; o governo, através do BNDES e fontes como o FAT tem incentivado a renovação de frota, embora em escala menor que a necessária. Menor porque continuamos a conviver com a elevadíssima idade média da frota brasileira de caminhões e ônibus urbanos e a receber o impacto disso no cotidiano de cada um de nós. Caminhões quebrados e ônibus sem condições são causas de prejuízos bilionários ao país todos os dias. Uma conta que não apenas soma os ônus diretos, como o número de fatalidades e incapacitados, os custos com a manutenção e reforma dos equipamentos envolvidos e a falta de capacidade de carga dos veículos. O "resto" se avoluma em proporções muito maiores com as consequências indiretas, como o consumo de combustível suplementar, e também bilionário; em gigantescos congestionamentos; nas milionárias perdas em horas-homem de trabalho, pela velocidade extremamente baixa dos serviços de ônibus; as consequências danosas à saúde de motoristas e passageiros; os riscos de danos às mercadorias transportadas e a baixa produtividade de operação de centenas de segmentos econômicos. Esses déficits devem ser encarados como crimes de lesa-pátria, pois caracterizam-se como verdadeiros sumidouros, ralos, da riqueza nacional, pública e privada. Por isso, se espera que o governo contribua pelo menos garantindo isonomia na oferta de crédito dentro de um mesmo segmento, como é o caso de cavalos mecânicos e caminhões em paralelo a semirreboques e carrocerias. Melhorias parciais não levam a nada. É preciso, antes de mais nada, seriedade.