A estreia no Brasil da DAF, um grupo de US$ 10 bilhões de faturamento, se dará com esses últimos, mais especificamente o XF 105 e, na sequência, virão os semipesados e pesados CF, rígidos e tratores; e finalmente os leves e médios LF.
Até agora a estratégia da DAF parece estar acertando na mosca, visto a rapidez da decisão e de seu acerto nas coincidências. O adiamento da vigência da norma Euro 5 na Argentina para 2013 é uma delas, afinal é o ano que a empresa começa a montar seus veículos no Brasil.
"No primeiro ano esperamos vender entre 1.000 e 1.500 unidades, mas em 7 anos nossa capacidade de produção chegará à faixa de 15 mil a 20 mil caminhões por ano", prevê Davila.
Luiz Carlos Mendonça de Barros, presidente da Fóton Aumark do Brasil, pronunciou-se grandiloquente na Fenatran: "O objetivo da Fóton International,nascida há três anos, é de vender 3 milhões de veículos no ano de 2020", o que a fará uma das ponteiras do mercado mundial.
A empresa, que produziu 700 mil caminhões no ano passado trabalha com 106 mil funcionários, dos quais 4,5 mil engenheiros e produz veículos de 3,5 t até 60 toneladas, chega com a intenção de incomodar. Começa a trabalhar com caminhões de 3,5 (semileve), que deve ser o carro chefe desta primeira fase; um de 6,5 t e outro de 8,5 t, unidades que utilizam os motores Cummins ISF de 2.8 e 3.8 litros.
Logo no início do ano estarão funcionando três concessionárias, todas do grupo Aumark, uma em Várzea Grande e as duas restantes em Guarulhos e na via Anchieta, no ABC. "Até o final de 2012 estaremos com 10 revendas, concentradas no eixo Rio-São Paulo", adianta Ricardo Mendonça de Barros, diretor Comercial da empresa. Nos planos também a evolução da rede para 80 concessionárias em 5 anos. A concessionária padrão exige investimento de R$ 3 milhões.
Mendonça de Barros aproveitou o evento para anunciar o adiantamento de um ano na conclusão da fábrica, de 2015 para 2014, mas sua localização ainda não foi sacramentada. Entre os pretendentes, os estados de São Paulo, Pernambuco e Goiás, o presidente da Foton Aumark acredita que São Paulo tem mais chances por apresentar características impares, como a já instalada indústria de autopeças e ser o centro de consumo brasileiro.
A aceleração da construção da fábrica no Brasil foi consequência do aumento do IPI. "Na situação anterior os impostos faziam nosso preço FOB ser multiplicado por 1,9, agora, com o IPI de 37% o produto chega a 3 vezes", esbraveja Mendonça de Barros.
"O que precisamos discutir são as bases do Mercado de Acesso (um mecanismo para viabilizar a instalação de fábricas) para estender o prazo para apresentar conteúdo de 60%", diz ele, que também lembra que "nenhuma montadora se instala já apresentando um índice de nacionalização tão grande em parte alguma do planeta". Ou seja, ele quer dizer que ninguém consegue desenvolver um parque de fornecedores tão rapidamente.
Na feira puderam ser conhecidos os modelos da maior fabricante de caminhões do mundo. O modelo de entrada é o Foton Aumark 1031, um semileve com motor Cummins ISF 2,8 106 cv de potência e torque de 280 Nm, que graças ao sistema EGR dispensa o Arla 32 e todos os acessórios como o tanque suplementar.
Já o leve 1051 não conta com esta vantagem pois é um SCR de 140 cv e 450 Nm do seu Cummins ISF 3.8. O modelo tem caixa de seis marchas com over driver e entrada para tomada de força. O mais potente e pesado da turma é o Foton Aumark 1089 também SCR com ISF 3.8 com 152 cv e torque máximo de 500 Nm. Para esses modelos, a Fóton disponibilizará o Arla e um tanque complementar, graças a uma parceria com a Disbradiesel.
A "carga" da Foton, pelo menos neste início, tem em mira os semileves e leves, veículos para os quais o CDC domina as vendas e as vendas a varejo prevalecem. Já para o 8,5 toneladas, a empresa deve utilizar o instrumento do fundo de recebíveis, com a intermediação de financiamentos em real de uma instituição chinesa com recursos do banco da China.
Argumentos de venda mesmo são as características da oferta: assegura Ricardo que os veículos são os mais completos da categoria, incluindo sistema de governo de freios ABS, direção e embreagem hidráulicas, ar condicionado e rádio.
Com um sistema de pós-venda que inclui atendimento 24 horas, a Foton Aumark prevê vendas de 2 mil veículos em 2012 e fechar este com 200 unidades vendidas ou 2% do mercado. Até 2015 a meta é chegar a 15% deste mercado.
Redação: Pedro Bartholomeu
Foto(s): Divulgação
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