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publicado em: 11/11/2011

Uma das três maiores em participação na Europa, a DAF estreou na Fenatran e em grande estilo: anunciou a construção de uma fábrica em Ponta Grossa, PR, com investimentos de US$ 200 milhões e inauguração prevista para o primeiro semestre de 2013. Em área construída de 31 mil m², 500 funcionários terão capacidade de montar até 10 mil unidades por ano.

Para o presidente da DAF Caminhões Brasil, Marco Antonio Davila, a ambição da empresa é conquistar 10% do mercado de pesados em 10 anos ou menos, começando com uma fatia entre 3 a 5%. "O grupo Paccar investiu US$ 1 bilhão nesta década e tem sempre em mente estar entre os três maiores players de cada mercado que participa", disse Davila.

Para isso, a diretoria da DAF cuida de se armar com uma infraestrutura nacional, na qual 25 grupos econômicos devem, a médio prazo, instalar concessionárias aptas a atender as 100 principais cidades brasileiras no âmbito do transporte rodoviário de cargas.

Para coordenar essa força de vendas, a diretoria de marketing e vendas da DAF Caminhões Brasil está-se instalando em São Paulo, o centro nevrálgico dos negócios de transporte do país. "Até 2013, quando se inicia a montagem dos modelos, temos dois anos para implementar nossa rede de concessionárias e fornecedores", prevê Davila.

A confiança da presidência da DAF na correção das escolhas de datas tem como âncora a esperada queda de 10% do mercado de caminhões em 2012, mas com uma retomada forte já a partir de 2013, quando a empresa já estará pronta a atender o mercado brasileiro.

"No ano que vem o mercado deve cair para 150 mil caminhões, mas temos certeza que em 5 anos ele terá alcançado um patamar de 250 mil unidades", aposta Davila. Já em 2013, a empresa estima vendas entre 1.000 e 1.500 unidades no país.

Subsidiária do grupo americano Paccar, que detém o controle das tradicionais marcas Kenworth e Peterbilt, este o grande ícone americano em caminhões pesados, a DAF chega mostrando firmeza ao mercado brasileiro. E tem onde tirar essa confiança, na América do Norte a participação do grupo chega a 26,7% e na Europa alcança 15,2%. "Mas chegaremos aos 20% de participação na Europa rapidamente", assegura.

Por aqui chegam os caminhões europeus da DAF, a escolha mais conveniente, pois o mercado brasileiro é todo focado em caminhões europeus, enquanto as linhas americanas, sem restrições de comprimento para os cavalos levam a preferência nacional pelos bicudos.

A linha DAF, de outra forma é constituída de caminhões com cabina avançada e que contam com distinguido respeito dos frotistas europeus. Eles dividem-se em três categorias. A mais leve é a dos LF, caminhões regionais de distribuição com pbt de 7,5 até 21 toneladas e configurações 4x2 e 6x2.

Em seguida, os modelos CF, são formados por veículos médios e semipesados e, finalmente, os XF, pesados de 12,9 litros com motores de 410 até 510 cv, com caixas sincronizadas ou automatizadas, configurações 6x2 e 6x4 e tanques de combustível de 1.200 litros. Evidentemente, cavalos mecânicos para aplicações nas cargas de transferência em longas distâncias e configurações extrapesadas como bitrens, rodotrens e tritrens.

Redação: Pedro Bartholomeu
Foto(s): Divulgação


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