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Fábrica vem aí



publicado em: 11/11/2011

Os pesados chineses já chegam através da Sinotruk, maior montadora chinesa de caminhões pesados, e que este ano deve entregar 1.200 unidades do cavalo mecânico Howo no Brasil. Mundialmente, com a aquisição de duas fabricantes de caminhões leves e médios chinesas, a Sinotruk deverá fechar este ano com uma produção de 300 mil caminhões.

A grande novidade da empresa na Fenatran foi a apresentação do A7 com potências de 420 e 460 cv, nas configurações 4x2, 6x2 e 6x4, que começam a chegar no país em abril de 2012. Joel Anderson, diretor Geral da empresa promete versões 8x2 e 8x4 para breve.

Com um centro de distribuição de peças em Campina Grande do Sul, PR, com área construída de 2,4 mil m² e que chegará a 4,2 mil itens de reposição, incluindo as do A7. O mix de montagem em CKD deve ser de 60% de unidades de A7 e 40% de Howo. Quatro Sinotruk A7 já estão sendo testados por empresas de transporte brasileiras.

Para garantir a construção da fábrica, o grupo adquiriu área de 275 mil m² em Curitiba, embora continue a negociar a implantação da fábrica em local incentivado. Conversações com outros municípios ainda ocorrem, mas a aquisição tem mais o objetivo de garantir a instalação da fábrica.

Em adição a isso, Anderson diz que o número de concessionárias aumentará das atuais 30 para 42 até o final do ano, atingindo 100% do território nacional."O próximo ano será de certificação de toda a rede de concessionárias, garantindo assim a máxima qualidade e disponibilidade dos serviços às duas linhas".

A evolução das vendas do Howo no Brasil agrada aos chineses, as 251 unidades vendidas em 2010 já chegaram a 650 até setembro e devem emplacar 2.200 unidades no ano que vem. Isso apesar de o aumento do IPI obrigar a empresa a reajustar seus preços em 12%, que serão aplicados escalonadamente. Mundialmente, a Sinotruk deve faturar US$ 13,5 bilhões este ano.

A legião asiática chegou mesmo com força. Outra representante presente e que mostra a evolução daquela região no mapa da indústria do caminhão foi a Shacman, através da Metroshacman. Para se ter ideia, em apenas 11 anos a chinesa saltou de uma produção de 3.389 unidades em 2000 para 140.520 no ano passado. Este ano deve passar dos 160 mil caminhões.

Como a Sinotruk, a Shacman ataca o mercado de pesados com cinco modelos. O mais vendido deve ser o TT 420 6x2, tracionado pelo motor Cummins Common rail ISM 11 E5, com 420 cv de potência e torque de 200 quilos e caixa Fast (tecnologia Eaton) de 16 marchas sincronizadas com over drive. A CMT é de 73 t.

Outros cavalos são o TT 385 6x4 e o TT 385 4x2 com motor Cummins eletrônico de 385 cv e torque máximo de 1.825 Nm. A caixa é sincronizada de 12 marchas Fast e a CMT é de 66,5 t. Na linha de caminhões rígidos, a Schacman oferece o LT 385 6x4 chassi cabina e o DT 385 6x4 para aplicação de caçambas basculantes. Estes mesmo podem ter motor de 420 cv para tração de bitrens canavieiros, serviços de mineração etc.

João Comelli, diretor de Produto da Metroshacman, diz que os caminhões da empresa não terão dificuldade operacional no Brasil: "70% dos componentes já são comercializados no país por outras marcas", diz. A intenção é buscar uma participação superior a 3% em 3 anos.

Redação: Pedro Bartholomeu
Foto(s): Divulgação


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