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publicado em: 01/06/2011

Guerra reestrutura implemento e incrementa competitividade no segmento canavieiro, com um rodotrem 2,5 toneladas mais leve e 10% mais barato


Maior capacidade de carga, menor peso e custo mais baixo. Esses foram os pré-requisitos da engenharia da Guerra para projetar o novo Rodotrem Canavieiro da implementadora. O objetivo é conquistar uma fatia representativa do estimado crescimento de 50% a 60% do setor canavieiro e um potencial de compra de 5 mil composições por ano.

Mesmo para quem tem o graneleiro como carro-chefe esse mercado é muito representativo: "Um grande atrativo desse tipo de produto é que sua vida útil é bem pequena, no máximo 5 anos, e sua reposição é rápida", explica Gilmar Marinho, gerente Comercial da Guerra. Isso significa apostar em uma escala de produção de 400 composições/ano a partir da próxima safra.

Para a atual, o que a fabricante oferece são unidades protótipo de um projeto que partiu praticamente do zero, resultado do investimento em tecnologia que colocou ferramentas avançadas nas mãos dos projetistas do Centro Tecnológico Guerra. Graças à tecnologia foi possível uma redução média de peso de 180 kg de toda a linha de produtos 2011, mesmo com o acoplamento de protetores laterais, capazes de suportar um peso de 500 quilos, como manda lei.

Lição aprendida, o novo rodotrem canavieiro incorpora essa habilidade em um implemento 2.520 kg mais leve e uma capacidade volumétrica de 189 m3, a maior capacidade de carga e a menor tara do mercado, distribuídas em dois semirreboques.

Para se ter uma idéia, conta Marinho, basta saber que a moagem de cana em uma única unidade da Cosan, a maior produtora de açúcar e etanol do país, chega a 41 mil toneladas de cana por dia - mais de 1.700 toneladas por hora -, que são transportadas por 230 rodotrens canavieiros. "Imagine o que significa em produtividade um aumento de 9 m3 por caminhão e por viagem", enfatiza o executivo.

A remodelagem da caixa é um dos fatores que explicam os ganhos obtidos. O que se nota de cara no novo design do produto é que o departamento de engenharia da Guerra buscou evitar as armadilhas formadas por pontos de concentração de tensão, comum em equipamentos fora de estrada. Daí as formas mais arredondadas na parte estrutural, que permite uma maior distribuição da carga, evita a concentração e o consequente rompimento, que pode danificar seriamente o equipamento.

O resultado é um projeto mais enxuto, priorizando detalhes que focam a fluidez de toda a operação logística. Os antigos orifícios das chapas laterais onde a cana ficava presa foram eliminados e agora toda a carga desliza com facilidade durante o tombamento. O novo sistema de içamento da caixa de carga encurtou em 50% as correntes de tombamento e dispensou o uso do estabilizador, sendo um dos fatores de redução da tara do equipamento.

O novo rodotrem Guerra é equipado com o sistema de molas progressivas, um mecanismo controlado pelo peso da carga e que permite a utilização otimizada das molas da suspensão. Quando o implemento está vazio, apenas quatro lâminas do feixe de molas são utilizadas, o suficiente para reduzir a rigidez da suspensão e absorver os altos e baixos de nossas estradas irregulares.

Já quando carregado, o próprio peso do implemento pressiona as lâminas mestras para baixo, que se juntam às restantes e tornam o conjunto menos rígido, capaz de suportar o peso total do equipamento. "Esse mecanismo poupa o sistema de suspensão e o implemento como um todo, aumentando a vida útil do conjunto", explica Marinho.

Universidade
O novo projeto, moderno e enxuto permitiu uma redução no custo de produção de cerca de 10%, devidamente repassado para o cliente. "Nosso custo diminuiu e aumentou a competitividade do nosso produto, o que nos habilita a ganhar espaço num mercado praticamente inexistente para nós", comemora Marinho.

A participação inexpressiva no ano passado - não chegou a 100 unidades nesse tipo de implemento -, não impede a Guerra de olhar mais adiante, especificamente para o próximo fluxo de compra, a safra de 2012. "Esse ano não dá mais tempo, mas nossa meta de vendas é a nossa capacidade de produção de 400 pinos. Menos de 10% do mercado", minimiza Marinho.

Para isso, a rede de distribuidores e a força de vendas da Guerra contam com a Unigue - Universidade Guerra, recém inaugurada justamente para ministrar cursos de aperfeiçoamento voltados para a capacitação dos funcionários da rede.

A Unigue integra desde cursos para formação de vendedores até MBA para gestores da rede de distribuidores, em parceria com a Universidade de Caxias do Sul. "Temos uma forte rede de distribuidores e decidimos que o melhor caminho é trabalhar essas equipes em todos os níveis", finaliza Marinho.


Redação: Solange Hette
Foto(s): Divulgação


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