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Muito além dos motores



publicado em: 01/10/2011

Feira deste ano é a maior já realizada e inclui as soluções para a nova lei de emissões, novos players do mercado e muitas dúvidas para o próximo ano


Esta 18ª edição da Fenatran, sem dúvidas, tem tudo para ser a mais interessante de todas as feiras de equipamentos de transporte já realizadas no país. Em nenhuma outra houve uma conjunção de acontecimentos tão importantes num mesmo momento a interferir neste importante segmento econômico.

Além de vitrina de apresentação dos veículos Euro 5, que destacam os motores EGR e SGR que cada fabricante e montadora preparou para toda a America Latina, a Fenatran deve também ser palco para calorosas discussões sobre o novo IPI dos importados ? que impactam as montadoras aqui estabelecidas muito mais que pensamos -, a chegada dos chineses, a expectativa sobre a oferta do novo diesel, sobre a distribuição dos combustíveis, a disponibilidade de veículos P5, as novas exigências de conteúdo nacional e muito mais, incluindo problemas internos ao transporte de carga, como a regulamentação da jornada de trabalho e a da própria atividade.

Ou seja, é uma pauta extensa, recheada de problemas, mas que de certa forma sinaliza a evolução do setor em todos os seus aspectos. Comprar agora ou depois, investir ou não na renovação a qualquer preço, o que o mercado embarcador acha do repasse dos custos que podem alcançar 20% no preço dos veículos, enfim estão abertos os trabalhos para o início de uma nova era no transporte rodoviário de carga brasileiro.

No âmbito dos caminhões mais pesados, a grande pergunta de dez entre dez empresários deve dizer respeito à efetividade da oferta do sistema EGR pela MAN Latin America, cujos técnicos asseguram ser resistente ao nosso diesel de duas versões, quase sempre uma versão mais limpa para capitais e sul e sudeste em geral e outra "meia boca" para o resto do país, notadamente o longínquo interior.

Além dos trens de força mais potentes e obedientes a norma P7, os veículos em geral receberam pinceladas de modernização em conforto e segurança e seus usuários "ganharam" um belo aumento de preço para pagar as "sofisticações".

A introdução dos Euro 5, que há dois anos deveria refletir num aumento de 8 até 12% no preço final dos produtos, não se sabe porque, e de repente, repercutirá em pesados acréscimos que variam entre 10 até 20% nos preços básicos. O que significa isso?

Parece obra do governo federal. O preço final sempre sofre um aditamento. Não será por isso que até o MPF anda desconfiado que os preços de veículos são abusivos no Brasil? Por essas e outras muitos empresários devem limpar os pátios das concessionárias, que estão lotados de caminhões Euro 3.

E não só das concessionárias, não. Tem pátio lotado em São Bernardo do Campo, em Resende, em Curitiba, em Campinas, em Sete Lagoas e por aí vai. Enfim, com isso devemos emplacar literalmente 180 mil caminhões este ano no mercado interno. O recorde dos recordes, ainda pouco para a combalida frota nacional, com idade média próxima dos 18 anos, que apesar disso sofre com o dar de ombros do governo federal e seu BNDES, sempre desconfiado da honestidade de nossos caminhoneiros e pequenas empresas.

A tresloucada medida da disparada do valor do IPI dos veículos importados, em absurdos 30%, acabou prejudicando muito mais as multinacionais aqui instaladas que as de fora e, pior, levantou as sobrancelhas de muita gente que tem intenção de cacifar grandes operações no Brasil. Agora com intenções, digamos, meio hesitantes.

Embora tenha gente que garanta que a medida vai acelerar a instalação das novas fábricas, a mudança das regras durante o jogo pega muito mal. Par dar um assopro na situação é bem provável que o governo aprove mesmo o Finame Verde, uma linha especial para os Euro 5 com as taxas cobradas pelo PSI.

De qualquer maneira, há dois meses da vigência da nova legislação causa muita preocupação a calmaria absoluta reinante entre os distribuidores de combustíveis, pelo menos os postos de abastecimento, que daqui a pouco vão ter que disponibilizar dois tanques distintos para os diferentes tipos de diesel.

Não se nota grande movimentação nesses estabelecimentos quanto à instalação de novos tanques, nem de diesel nem tampouco de Arla 32 para abastecer a frota de quase 1 milhão de caminhões rodoviários. Vamos ver o que vai acontecer.

Veja mais nos links abaixo:

O MAN nacional

Renovação geral

O novo 710

A nova Sprinter

Ford mais forte

Disponibilidade

Ford Transit L6

Novos tempos

Mais potência

Fôlego e economia

Investimentos

A nova legião

Geração Ecoline


Redação: Pedro Bartholomeu
Foto(s): Divulgação


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