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publicado em: 01/02/2011

Brasil é novamente o maior mercado do mundo de caminhões Volvo e diretoria anuncia investimentos para expansão das vendas no continente


O novo presidente da Volvo do Brasil, Roger Alm, ganhou a herança que todos os presidentes de montadoras gostariam: uma subsidiária que só perde em produção para matriz e em pleno crescimento. Já quando desembarcou no país, Alm encontrou a companhia "na ponta dos cascos", como se diz, pois 2010 foi o segundo ano consecutivo que a filial brasileira ponteia a concorrência de co-irmãs de 39 países como maior mercado mundial de caminhões Volvo.

Pela cabeça de Alm, 2011 será uma grande oportunidade de expandir os negócios e operações da Volvo, com novos caminhões e chassis de ônibus, além de uma nova planta de partes e o amparo de uma grande infraestrutura logística. "Em 2010 já levamos o FH440 à condição de pesado mais vendido e nossa participação nas vendas de caminhões acima de 16 toneladas passou de 13% em 2009 para 15% em 2010", disse.

As vendas de 18,3 mil caminhões durante o ano passado significaram uma entrada de R$ 6,8 bilhões nos cofres da empresa, um crescimento de faturamento de 74,4% sobre os R$ 3,9 bilhões obtidos em 2009. E melhor, o faturamento ultrapassou, e muito, o do ex-excepcional ano de 2008 em mais de 21%. Portanto, nada mais justo que a síntese do próprio Alm: "Tivemos um ano fantástico".

Enfim, foram muitas e boas as notícias da sueca curitibana em 2010. O FH 440 foi o mais vendido do país na sua categoria, os VM conquistaram 5 mil compradores, a Volvo Bus estourou nas vendas e até a VSF ? Volvo Serviços Financeiros, galgou crescimento de 40% e pela primeira vez emplacou o maior volume de negócios no mundo entre as irmãs, R$ 3,1 bilhões, palavra de Carl Hörnestam, o presidente da VSF Latin América.

Em retribuição a tão formidáveis resultados, Roger promete um grande volume de recursos para reforçar ainda mais a posição da Volvo no mercado brasileiro. A soma dos investimentos no triênio a findar este ano consolidará US$ 250 milhões direcionados à ampliação e modernização das linhas de produtos e serviços.

São muitas as novidades. O novo centro de logística, que será inaugurado em 2012 em Curitiba, tem reservados R$ 50 milhões. A estrutura agilizará a reposição de peças e componentes Volvo de caminhões e chassis de ônibus em todo o país. As instalações de 28 mil m² do centro logístico garantirão o aumento da participação dos veículos da marca nas vendas totais no país e exterior.

A expansão faz parte de um plano global chamado de Supply Chain Management, que irá promover a interligação total dos centros logísticos do grupo Volvo espalhados por vários continentes. O novo sistema buscará acelerar os atendimentos e a velocidade de movimentação de materiais e a densidade, a disponibilidade de armazenagem.

O novo centro logístico de Curitiba chegará já preparado para o selo Verde ou ISO 14000, pois sua construção e operação obedecerão aos conceitos de preservação do meio ambiente. A água da chuva será reaproveitada, a energia elétrica será captada por painéis fotoelétricos, as lâmpadas serão de Led´s, telhas translúcidas ajudarão a iluminação diurna e o pátio com piso permeável são algumas das soluções a serem adotadas.

As novas instalações vão garantir também o sucesso do pós-venda da Volvo, que já conta com 14,3 mil programas de manutenção ativos. Para se ter idéia, metade dos caminhões saem da fábrica de Curitiba com algum tipo de programa de manutenção, pois existem vários tipos.

Produção local
E não é só. As caixas I-Shift e os motores de 11 litros também serão produzidos no Brasil. O sucesso das transmissões I-Shift foi fundamental para a decisão da empresa de iniciar a produção da caixa no Brasil. Entre 2009 e 2010 o item opcional dobrou sua participação nos caminhões da linha F. Saltou de 38,4% para 60% em 2010.

"Este ano a proporção será ainda maior", calcula o gerente da linha F, Bernardo Fedalto. Pelas vantagens que a caixa oferece ? os cavalos necessariamente contam com sistema de gerenciamento de freios ABS -, ele acredita que rapidamente a participação dos veículos equipados com a I-Shift nos Volvo F subirá de 60 para 90%. Para ele, o preço das automatizadas deve permanecer o mesmo.

Fedalto calcula que no segundo semestre deste ano estarão prontas as I-Shift para aplicações pesadas, o que elevará ainda mais o índice de nacionalização das linhas. Hoje, a linha FH tem entre 75 a 80% das partes nacionais, enquanto a linha VM chega a 85%.

Chassis avançam
Outro grande argumento de sucesso dessas caixas é a economia de combustível proporcionada pela sua utilização. Sergio Gomes, gerente de Planejamento Estratégico, garante que o handicap do caminhão melhora entre 3 a 5%, o que é muita coisa. A procura é tanta que a Volvo estuda a possibilidade de também oferecer a I-Shift para os veículos da linha VM.

Os motores de 11 litros representam outro sucesso absoluto da marca. Nos FM foram mais de 600 vendidos em 2010. "O crescimento das vendas de carretas de três eixos em 2011 justifica a fábrica", explica Fedalto. A fábrica será inaugurada com uma capacidade de 13 mil unidades por turno, e já trabalhando em dois turnos.

Também de admirar foi a recuperação da Volvo Bus, que além de manter o mercado externo está faturando bem melhor nas vendas internas. A participação no segmento de ônibus urbanos pesados em 2010 avançou nada menos que 16,7%.

Luis Pimenta, presidente da Volvo Bus Latin América credita o formidável resultado à tradição da montadora nos sistemas BRT. Ou seja, a empresa espera crescer ainda com a necessidade de instalar 20 sistemas BRT no Brasil em tempo recorde para atender às necessidades de transporte de massa para os grandes eventos esportivos que vem por aí.

Para deixar clara a gama de produtos que disponibiliza ao mercado, a Volvo Bus alterou a nomenclatura de seus chassis, dando ênfase às características técnicas. O B7R Urbano, por exemplo, agora é o B290R 4x2 Urbano ou B12M Biarticulado para B340M Biarticulado.

O presidente da Volvo Bus comemora um aumento de participação de nada menos que 104% de crescimento entre 2010 e 2009 e um salto de praticamente 3 pontos no mercado, de 10,8% para 13,7%. A evolução foi replicada na AL, onde a marca passou de uma participação de 16% para 18% e quer romper os 20% este ano.


Redação: Pedro Bartholomeu
Foto(s): Divulgação


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