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Saindo do forno



publicado em: 01/02/2011

Ainda neste mês de março a Ford começa uma grande série de lançamentos. Primeiro vem o Cargo cabine leito e até a Fenatran a renovação de toda linha


A Ford prepara-se para cumprir muitas promessas este ano. De agora até a realização da Fenatran, em setembro, a maior feira do transporte comercial de cargas das Américas, a montadora apresentará as novas cabinas Cargo, incluindo a leito, configuração reivindicada há muito tempo.

Para que você tenha ideia, mostramos a silhueta do veículo flagrado por NT nas proximidades da Grande São Paulo. Depois do último grande lançamento, a linha de caminhões Cargo, em 1985, as transformações da linha de veículos comerciais da Ford se resumiu a variações sobre o mesmo tema, ou seja, a cabina é praticamente a mesma há quase 26 anos.

Com a linha F acima de 3,5 t nos seus extertores, pois vem aí o Proconve 7, ou Euro 5, e praticamente com todos os concorrentes com linhas novas, a Ford renova totalmente a linha Cargo, tanto em desenho como em tecnologia em duas partes.

Em primeiro lugar chegam as novas cabinas, que terão como palco principal a Fenatran 2011, mas várias delas chegam antes do grande evento para ganhar maior visibilidade. A cabina leito, por exemplo, será primeira da fila. Este ano ainda, os caminhões e cavalos mecânicos serão comercializados com motores Proconve 5, ou Euro III, por razões óbvias: a diferença de preço deve variar entre 10 e 15% e o combustível compatível com os Euro 5 ainda é uma incógnita: não se sabe exatamente com que abrangência ele chega e há muitas incertezas tanto na distribuição plena quanto na confiabilidade total no novo sistema. Os novos motores todavia tem tecnologia totalmente dominada.

Com a parte de tecnologia deixada em stand by obrigatoriamente, vêm a campo as cabinas renovadas com os avanços incorporados às carenagens no último quarto de século. Maiores cuidados com a aerodinâmica foram incorporados para baixar a resistência do ar nas viagens rodoviárias e muitos outros para baixar o peso da cabina.

Um outro ponto bastante importante incorporado às novas cabinas é o conceito de ergonomia, então pouco abrangente. Com certeza os painéis serão envolventes e com espaço suficiente para instalação de itens eletrônicos de sistemas de rastreamento, GPS e outros.

Os novos desenhos de painel aumentaram muito a visibilidade às informações e o acesso aos instrumentos. Hoje, o número de funções é muito maior, assim como a disponibilidade de sensores e avisos sonoros e visuais.

Mesmo com a lona de proteção, notam-se as cintas de reforço no teto da cabina, dispositivo para instalação mais rápida e eficiente dos defletores de ar, item hoje obrigatório para economia de combustível em viagem rodoviárias, assim como os laterais.

A facilidade de circulação dentro da cabina também passou ao rol de requisitos fundamentais, a começar pela oferta de uma cabina leito. Tal configuração também obriga a localização perfeita da manopla do câmbio e do console. Exigência cada vez mais generalizada é a instalação de um sistema de climatização de alto volume de circulação de ar, 300 m³/h ou mais, ou até um ar condicionado de série, mesmo porque as empresas de transporte já perceberam que o aumento de produtividade paga rápido esse investimento.

Para isso, muitos materiais modernos contribuem, para o menor peso da cabina, como plásticos, tecidos e até desenhos de componentes. Para permitir maior conforto ainda para o motorista, o volante pode incorporar as funções mais importantes e mais frequentemente utilizadas.

Operacionalmente, então, o motorista entra em nova dimensão no seu posto de comando. Além dos itens ergométricos, os novos Cargo devem também oferecer novos conjunto óticos de iluminação, com faróis de última geração, lanternas de LED e a segurança de grande visibilidade, graças aos espelhos retrovisores, de frontal e lateral ou calçada. Enfim, os motoristas terão um novo ambiente para trabalhar.

Na carenagem os desenhos mais arredondados devem predominar para diminuir o efeito parede, de resistência do ar ou Cx, tão comum em caminhões com cabina avançada. Ao mesmo tempo, entradas de ar generosas favorecerão o visual, com partes mais proporcionais, e o arrefecimento do motor mais eficaz.

De qualquer maneira, todos os berços de sustentação e ancoragem do motor dos novos Cargo já têm espaço reservado para os novos motores e câmbios e os periféricos necessários à adição da Arla 32 nos sistemas de exaustão dos motores. O sistema Cummins, neste porém é facilitador: comercializa a uréia técnica em bombas de vários tamanhos, que poderão ser adquiridas na rede autorizada da empresa.

Novos motores
Não faltam alternativas de motores para tracionar os novos Ford Cargo. A Cummins já apresentou seu elenco numa gama de abrangência que vai dos 100 aos 400 cv em linhas que compreendem os modelos os Interact e os ISC. Na IAA 2010, a empresa apresentou o ISX 15, um turbocharger que obedece à norma americana EPA 2010, embora a disponibilidade dos ISX seja pouco provável no país.

A nova geração de motores da Cummins segue a filosofia da Ford de proporcionar o menor custo operacional possível aos clientes, com o objetivo de permitir a maior rentabilidade possível. Assim, os motores permitem atender cada segmento com motores menores (downsizing) e mais leves, apesar de oferecerem a mesma força ou então a possibilidade de instalar um nove litros no lugar de um oito litros.

Ou seja, as duas situações são possíveis: ganhos de potência com o mesmo espaço físico e peso ou menor peso do trem de força mantendo a potência. Resumo: maior desempenho e menor consumo de diesel. Portanto, ficam para o ano que vem os novos ISBe e provavelmente o ISL de 8.9 litros, em substituição ao ISC de 8,3 litros, que desenvolve 400 cavalos de potência e oferece 120 quilos de torque.

A nova geração completa com os Euro 5 devem incluir, pelo menos especialmente uma caixa sincronizada para o lugar da Eaton RTLO 14918B. Como em termos de tração já está tudo resolvido este ano permanecem os motores Interact e ISC de 150 até 319 cv e as caixas sincronizadas FSO e as mecânicas RTLO.

As novidades em motorização Euro 5 devem ser apresentadas como destaques na Fenatran, em setembro. A safra 2012, então, deverá incluir opções mais potentes para abranger aplicações de 54 t. A inclusão de caixas pesadas sincronizadas cairia como uma luva para muitos transportadores, que já sofrem para contratar bons motoristas e querem colocar seus caminhões para rodar sem necessidade de treinamentos extras.


Redação: Pedro Bartholomeu
Foto(s): Divulgação


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