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publicado em: 01/05/2011

A Vista, uma competição mundial entre funcionários da rede Volvo, com mais de 50 anos, promove a otimização de competências na rede


Um dos maiores argumentos de marketing na atualidade é a busca da excelência de atendimento e serviço que um fabricante qualquer oferece aos seus clientes. Imagine uma ação preocupada com isso em 1957. Pois é, a Vista ? Volvo International Service Technical Association, é uma competição cujo objetivo global é promover a melhoria continua do talento dos funcionários da montadora em todo mundo, se bem que esse termo era desconhecido na época.

Para se ter idéia, este ano a Vista está sendo disputada por nada menos que 13,7 mil participantes, o que a transforma num dos maiores eventos de pós-venda do mundo. São equipes em média de quatro funcionários por concessionária.

A edição 2011 da Vista foi particularmente especial no Brasil. Por filosofia, Roger Alm, o presidente da Volvo Brasil é um motivador por excelência, tanto que já trabalhou de macacão na linha de montagem, e prometeu repetir a dose na concessionária que se tornasse ganhadora do prêmio. Ou seja, Alm vai a Araguari, em Santa Catarina, na concessionária Dicave que faturou a disputa sulamericana.

"Nosso intuito é promover a excelência e tenho muita confiança que o Brasil possa ganhar o evento global", diz Alm. Isso acontecerá em novembro na Suécia e já temos nossos "players" escalados: os representantes da concessionária catarinense Dicave, os vencedores no Brasil entre 12 equipes nacionais. Na última edição da Vista mundial, a equipe brasileira ficou com o 24º lugar. Para a final na Suécia viajarão a equipe brasileira, a chilena The Dealer Planet, pela América do Sul e a mexicana Trabus, representando a América do Norte, as demais vencedoras.

Para chegar até a finalíssima de Curitiba, as equipes tiveram que responder 30 perguntas em 3 semanas para se habilitar. Na última etapa, os times de cada concessionária classificada têm que solucionar problemas práticos e teóricos em 40 minutos e o desempate, depois de todas as estações, leva em conta o número de estações gabaritadas e o tempo em segundo lugar. Uma equipe pode atacar os problemas ao mesmo tempo, tanto os práticos como os teóricos. Na América Latina concorreram 1.875 participantes de 486 equipes, 1.624 de 421 equipes brasileiras.

"O grande ganhador real é o transportador, que têm técnicos cada vez mais atualizados, especializados e eficientes", diz Rogério Roa, coordenador de Desenvolvimento de Competências da Rede de Concessionários Volvo. Tanto assim que a Vista mundial não tem segundo ou terceiro lugar, há um único vencedor e todos os outros times são considerados segundos.

O efeito educador é salientado pela total falta de ajuda aos técnicos. "Aqui não tem motorista para ser entrevistado e a dificuldade aumenta sem o código de falha", diz Reginaldo Valim, da concessionária Suécia, de Uberlândia, MG.


Redação: Pedro Bartholomeu


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