Em assembléia realizada na sede do Sindicato dos Motoristas - SP na tarde de segunda-feira (06/02), trabalhadores (as) aprovaram greve a partir da 0h00 de segunda-feira (13/02) nas 32 empresas de ônibus urbano da cidade de São Paulo.
Desde 2009 que a diretoria do Sindicato dos Motoristas - SP tenta, em vão, negociar com os representantes da Prefeitura de São Paulo e com a SP-Trans, uma solução definitiva para a questão de duplicidade de multas que constam no CTB - Código de Trânsito Brasileiro e as do RESAM - Regulamento de Sanções e Multas, que são aplicadas pelos agentes da SP-Trans.
A luta desses trabalhadores é pela readequação da Portaria que instituiu com as multas do RESAM, que são repassadas para os funcionários (as) em altos valores, que chegam a comprometer os seus salários. E também para cobrar melhorias no sistema de transporte urbano da cidade. Que de acordo com pesquisa encomendada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), Metrô, SP-Trans e dois sindicatos das empresas de transporte público, os resultados refletem o descaso das autoridades competentes.
Classificações
Metade dos usuários de transporte público em São Paulo utiliza os ônibus municipais gerenciados pela SP-Trans - os outros 50% se dividem entre os outros meios, como trem, Metrô e ônibus da EMTU. Entre os que usam Metrô, 80% o utilizam em integração com os ônibus. Considerando o transporte público em geral, 41% o classificaram como ruim, 41% como nem ruim nem bom e apenas 18% como bom. O trajeto que o passageiro vivencia hoje é incômodo, muitas vezes enfrentando superlotação.
O transporte público é um agente comprometedor da qualidade de vida, sendo que o que mais influencia na qualidade de vida hoje é o tempo. Esse tempo está cada vez mais curto na vida das pessoas. Conseguir ir sentado é o aspecto que mais gera conforto nos trajetos, e 46% dos entrevistados afirmaram não conseguir fazer nada durante o tempo que usam o transporte público.
Todos os entrevistados ou moravam na capital paulista ou seguiam para a cidade para trabalhar, estudar ou utilizar sua infraestrutura. Esse deslocamento constante é um dos aspectos que influencia na percepção negativa dos transportes - 37% dos entrevistados disseram que aspectos da mobilidade são importantes para sua qualidade de vida, e 28% se mostraram totalmente insatisfeitos com o trânsito.
Redação: Nailton Francisco
Fonte: Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo
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