O movimento ocorreu em protesto contra a cobrança de multas aplicadas às empresas, cujos valores são descontados dos salários. Até as 10h, o transporte foi regularizado.
De acordo com a São Paulo Transportes (SPtrans ), a greve foi restrita à prestação de serviço das concessionárias, onde atuam cerca de 44 mil motoristas e cobradores, e atrasou a saída da frota em 32 garagens de 19 empresas. Diariamente, são transportados em 8.342 ônibus, 6,1 milhões de pessoas.
O diretor e coordenador do Departamento de Comunicação do sindicato da categoria, Nailton Francisco de Souza, justificou que a greve teve o objetivo de mostrar a indignação dos trabalhadores em torno das normas estabelecidas pela prefeitura que, segundo ele, provocam a duplicidade de algumas penalidades. Souza disse que a intenção não é tirar a responsabilidade dos infratores e sim coibir abusos na aplicação de multas.
"O que queremos é que as penas previstas no Código Nacional de Trânsito ocorram apenas em nível federal", esclareceu. Ele lembrou que se o motorista for flagrado falando ao celular fica sujeito a pagar multa de acordo com a legislação federal e também segundo as sanções estabelecidas no Resam (Regulamento de Sanções e Multas).
O representante sindical informou que as multas aplicadas com base no Resam atingem valores bem acima dos estabelecidos pela legislação federal, chegando até a R$ 1.440,00. Ele confirmou que se não houver a abertura de negociações, a categoria fará nova greve, ampliando a paralisação por 24 horas.
A SPtrans justificou que as negociações devem ser feitas entre os trabalhadores e as empresas, já que as penalidades são aplicadas às empresas.
Redação: Marli Moreira, Edição: Graça Adjuto
Fonte: Agência Brasil de Notícias
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