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Bom e barato



publicado em: 01/12/2011

Sistema BRS instalado na zona sul carioca dá bons resultados e é ampliado para o centro da cidade. Suas maiores qualidades são baixo custo e a rapidez de implantação


A cidade do Rio de Janeiro está demonstrando definitivamente que a utilização de sistemas de ônibus com faixas preferenciais é uma das melhores soluções para cidades médias e grandes, que não dispõem de grandes orçamentos para implantação de sistemas como o
metrô, VLT, monotrilho ou BRT.

O sistema BRS - Bus Rapid Service, apresenta baixo custo e oferece retorno praticamente imediato, já que dispensa grandes obras civis, desapropriações e pode ser operado, em último caso, até por ônibus convencionais. Mas a proposta é elevar a qualidade geral do serviço, oferecendo coletivos de primeira qualidade, pontos de parada confortáveis e informativos, e vias exclusivas que possibilitam diminuir bastante os tempos de viagem.

Para os especialistas em mobilidade urbana, as características de ser barato e ter rápida instalação tornam-no especialmente atraente, por trazer benefícios imediatos ao "eleitorado", digo passageiros. E é exatamente isso o que configura o sucesso dessa alternativa, pois, antes de mais nada, é uma iniciativa que privilegia o transporte coletivo. Além de politicamente correta, ela é também sedutora para os prefeitos, na medida em que estes conseguem projetar, licitar, instalar e inaugurar um sistema de razoáveis
dimensões em um só governo, dando grande visibilidade à sua legislatura.

A maior vitrina do sistema no Brasil é o complexo inaugurado no primeiro trimestre deste ano na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, englobando os bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon e que agora também abrange a região central da cidade.

A maior virtude da solução BRS é a sua simplicidade. Na avenida Nossa Senhora de Copacabana, por exemplo, duas das quatro faixas de trânsito foram reservadas para ônibus e 43 linhas de ônibus foram divididas em três grupos diferentes para ordenar melhor os pontos de parada, dividindo o número de passageiros por demanda e região e melhorando o acesso do público aos coletivos, sem atropelos e o caos que reinava anteriormente.

Como tornar as duas faixas realmente exclusivas, sem a instalação de nenhuma barreira física para isso? Os maiores custos da implantação do sistema BRS carioca foram os da instalação de fiscalização eletrônica em todo o trajeto e a sinalização, coisas que são obrigação da municipalidade. Além dos táxis ocupados, ou embarcados, como dizem os cariocas, o compartilhamento da faixa admite os carros de passeio que devem dobrar à direita.

Eficiência

Outro patamar

Redação: Pedro Bartholomeu
Foto(s): Bartô


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