12:27

+ rodoviário / passageiro / reportagens

Ponto alto



publicado em: 01/08/2011

MAN Latin America surpreende com apresentação de novos chassis com os dois tipos de tecnologia possíveis para atender a lei de emissões.

A linha de chassis de ônibus Volksbus 2012 chega cheia de novidades. A maior delas, sem dúvida, é a disponibilidade de motores Cummins e MAN, que estreiam no Brasil, fabricados numa unidade de produção exclusiva dentro da planta da MWM International em São Paulo.

Mais novidade ainda é que esses motores MAN/MWM seguem a tecnologia EGR, cuja base é a recirculação dos gases de exaustão, ou seja, dispensam toda aquela parafernália necessária nos motores SCR, adotados por todas as montadoras instaladas no Brasil para veículos comerciais pesados. Isso acontece porque o controle das emissões de gases no EGR ocorre apenas dentro do próprio motor.

Embora mais sensível à qualidade do diesel, a versão EGR que já é produzida no Brasil pelo pessoal da MAN Latin America dentro das instalações da MWM, foi desenvolvida para suportar "mal criações" breves, ou seja, por um pequeno período de emergência, até um reabastecimento com diesel S50. Entenda-se que a tolerância breve é uma distância de no máximo 100 quilômetros com o motor rodando com diesel comum.

Outra opção para os compradores serão os motores Cummins de 4 e 6 cilindros, que seguem o sistema SCR nas suas versões ISF de 150 e 160 cv e torque de 450 Nm e 600 Nm, além do ISL de 330 cv e 1300 Nm de conjugado.

Esta é mais uma grande novidade, como diz Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America: "Passamos a oferecer as duas opções de tecnologia Euro 5 e garantimos que são as melhores disponíveis", garante.

Os motores MAN à disposição ? a empresa tem grande tradição na produção de engenhos, tanto que é líder absoluta na produção de motores marítimos ? são os D08 de 4 cilindros, que desenvolvem 190 cv com 700 Nm de torque e sua versão de 225 cv e 850 Nm e também o MAN D08 6 cilindros que chega aos 280 cv e 1050 Nm.

O grande predicado da tecnologia EGR é que o chassi motorizado com esse tipo de engenho acaba sendo mais barato que o correspondente que utilize SCR. "Esse tipo de motor tem muito menos componentes", explica Ricardo Alouche, diretor de Vendas e Marketing da MAN Latin America. Ou seja, não tem tanque suplementar de Arla 32 e todas as ligações complementares, como o sistema OBD, que regula a injeção da Arla 32 ou AdBlue e o volume de ureia no tanque.

Em contrapartida, os EGR são claramente mais adequados à utilização em áreas metropolitanas e entre pontos onde a própria empresa cuida do abastecimento dos veículos e da sua qualidade, óbvio. Portanto, a MAN Latin America alinhavou modelos que se encaixam perfeitamente a diferentes tipos de aplicações e produzem o melhor resultado em custo benefício em diversas situações.

Outra novidade para a safra 2012 será a estreia do articulado Volksbus 26-330, que teve sua pré-estreia na última edição da Fetranspor, tracionado pelo motor Cummins ISL de 6 cilindros common rail de 330 cv. A configuração de motor traseiro credencia os Volkswagen a competir em sistemas de grande capacidade como os BRT, considerados a salvaguarda de instalação rápida e econômica.

No ano que vem, provavelmente com pré-estreia na Fenatran, será lançado um chassi Volksbus de 280 cv com motor dianteiro, dentro da faixa de preferência de uma grande quantidade de empresas brasileiras.

Desde 1993, este é o melhor momento da MAN Latin America no segmento de ônibus. "Estamos investindo R$ 300 milhões no desenvolvimento das novas famílias de chassis de ônibus", anuncia Alouche. Um dos pontos de destaque dos novos objetivos da empresa é o de elevar de 62 para 145 o número de concessionárias especializadas em ônibus.

Roberto Cortes também adiantou que a capacidade de produção da fábrica de Resende está passando para 350 veículos por dia. "Nossa fábrica vai crescer de 650 mil m² para 1,3 milhão de m²", diz ele. O objetivo é preparar a empresa para os impactos decorrentes dos grandes eventos esportivos que ocorrerão no país até 2016, incluindo a Copa do Mundo de futebol da Fifa. Outra providência para sustentar esse aumento de produção será o de elevar o estoque de peças de 10 para 15 dias.

Entre as metas da empresa até 2016 está o aumento de 10% no volume de produção com a nova linha e a evolução das exportações de 15% para 20%. No primeiro semestre deste ano a MAN comercializou 5.415 chassis de ônibus, o que elevou sua participação para 33,3%, nada menos que 54% além do registrado no ano passado, quando no ano inteiro vendeu 7.523 unidades, que representaram 26,5% do mercado.

Variadas opções
Com os novos produtos, a MAN passa a competir em todas as categorias do transporte urbano de passageiros dos mini e micro-ônibus até o articulado, exceto o mercado de vans ? apesar de a MAN ter opções na Europa. O primeiro veículo da escala é VW 5.150 OD, tracionado por motor Cummins ISF de 3,8 l e sistema SCR. É adequado desde o transporte escolar, sistemas de shuttle, turismo até o transporte de passageiros atendido por vans.

Na faixa leve, para carros de até 8 m de comprimento, a montadora oferece três modelos, o VW 8.160 OD e o VW 9.160 OD e o 9.160 OD Plus, com Cummins SCR de 3,8 litros e transmissão ZF 5S 420, aplicáveis a toda espécie de micro-ônibus de 8 até 9,2 toneladas.

Já o médio 15.190 OD é o primeiro coletivo da montadora a contar com o motor MAN/MWM DO8 com 190 cv, 4 cilindros e tecnologia EGR, um engenho desenvolvido para a aplicação ônibus e equipado com dois estágios de sobrealimentação ? dois turbocompressores ? e injeção common rail. Particularidades, tem embreagem de 395 mm de diâmetro e caixa ZF 6S 1010 de 6 velocidades e servo assistência, com transmissão a cabo. Para operações mais pesadas há o VW 17.230 OD também com ônibus motor MAN e opcionalmente com transmissão V-Tronic automatizada.

Com piso normal e baixo (low entry) e com caixas ZF 6 HP 502C e a V-Tronic como alternativa, o VW 17.280 tem motor MAN de 280 cv e 6,7 litros em EGR, adequado para serviços rodoviários, de fretamento e urbanos para carrocerias de até 13,2 metros. Tem dois entre-eixos, um de 6 metros, piso alto ou baixo, e outro de 3 metros especial para fretamento, pois permite a instalação de bagageiro passante.

Os pesos pesados da montadora são o VW 18.330, com motor Cummins ISL de 8,9 litros SCR e transmissão Eaton FSBO 9406 AE com servo assistência e retarder opcional Voith VR 123. O motor de 330 cv também traciona o VW 26.330 OTA, a versão articulada da MAN Latin America, categoria onde a empresa não atuava. A nova caixa ZF Ecolife é o destaque, permitindo programação de condições de rota de acordo com o tipo de aplicação e a severidade.

Redação: Pedro Bartholomeu
Foto(s): Divulgação


Ver todas as notícias

Comentar sobre esta notícia
Nome:
Comentário:


redes sociais
facebook
twitter
youtube
flickr
fale com a revista
fale conosco


© 2003 - 2012. Revista Negócios em Transporte. Marca registrada da Tudo em Transporte Editora Ltda. Todos os direitos reservados.