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Ano de recordes



publicado em: 01/02/2011

MWM International tem o melhor ano de sua história e já divulga outro recorde: o de investimentos para expandir ainda mais a produção em 2011


A MWM International Motores comemora 2010 como o melhor ano de sua história de 57 anos no Brasil. Até hoje, a empresa já produziu no país 3,7 milhões de motores e hoje tem um portfólio de engenhos de 3,0 até 9,3 litros para diversos segmentos, automotivos ou não, com potências entre 163 e 475 cv.

No ano passado saíram das linhas de Santo Amaro, em São Paulo, 144 mil motores, nada menos que 29% a mais que no ano de 2009. "Credito essa evolução a uma decisão estratégica tomada em 2009, quando decidimos não demitir quando a crise estava forte", comemora José Eduardo Luzzi, presidente da MWM International.

Houve, sim, negociações com os sindicados para a redução de horário de trabalho, mas quando veio a virada e o mercado voltou a empresa estava pronta e não perdeu a oportunidade de evoluir além da média do mercado. Assim chegou a uma participação de 24% nos caminhões e 12% nos ônibus, além de garantir exportação de 21% da produção. No Mercosul, segundo Luzzi, a empresa detém participação de 30%, o segundo colocado de 19% e o terceiro de 18%.

A melhor notícia para Luzzi, todavia, é que sobre esse excepcional crescimento de 2009, a MWM deve crescer mais 11% este ano e sem parar por aí: "Em 2012 nossa meta será de montar 220 mil motores", estima ele. Para sustentar esta ambição, a companhia investirá US$ 85 milhões este ano, o pico de inversões do programa de investimentos: US$ 345 milhões entre 2010 e 2015.

Este ano vai ser mesmo agitado para a empresa, segundo Luzzi serão 31 lançamentos e a preparação para aumentar a produtividade. "Para otimizar a operação estamos utilizando o conceito Kaisen para eliminar os gargalos na produção", adianta.

Neste período a MWM começa a produzir, sob licença, os motores MAN e a cumprir uma série de grandes contratos, com a Otokar, da Turquia; a Daewoo Bus, coreana, e a Navistar mexicana. A empresa terá em suas linhas motores Euro 5 para o Brasil e Euro 6 para exportações.

Domingos Carapinha, gerente da Divisão de Desenvolvimento de Produto, anuncia que o Centro de Criação e Desenvolvimento no Brasil é um dos quatro da corporação em todo mundo e que trabalham juntos. Os demais estão nos EUA, China e Índia. São 320 engenheiros, 25 dinamômetros e 67 estações CAD/CAE e até uma câmara fria que mantém temperatura de menos 25ºC.

Euro 5 e 6
A bola da vez em termos de motores é o MaxxForce 3.2H um propulsor com plataforma flexível de 3.0 a 3.2 litros, desenvolvido para caminhões leves. A potência do motor chega a 160 cv e já está preparado para a Euro 6, OBD BR e oferecido em 12 e 24 V.

Euro 5 de 4 cilindros em linha, o MaxxForce 3.2H é um common rail com turbo de geometria variável desenvolvido para aplicação em picapes, comerciais leves, caminhões leves, mini e micro-ônibus. Com 272 quilos de peso, o motor tem vida B10 de 400 mil quilômetros e intervalos de troca de óleo de 30 mil km.

Esse modelo na versão 3.2H Euro 5 EGR, desenvolve 160 cv de potência e fornece 46 quilos de torque (45,9 mkgf), enquanto pelo sistema SCR chega a 53 mkgf. Carapinha explica que a segunda tecnologia garante maior sobra de ar dentro da câmara de explosão e que isso reverte em crédito de força.

Entre os contratos de exportação de 2010, a MWM International fornecerá os motores diesel MaxxForce para a Otokar, da Turquia, para equipar ônibus que serão comercializados na Turquia, Europa, Norte da África e Oriente Médio, num contrato de seis anos dos motores MaxxForce 3.2H, Euro V Sistema EGR e o MaxxForce 3.0H Euro III, para minibus e micro-ônibus.

Com a Daewoo Bus o objetivo também é o transporte de passageiros e o engenho MaxxForce 3.2. Para Luzzi, progressivamente a partir de meados deste ano esse fornecimento deverá atingir o patamar de 25 mil unidades por ano em 2014.

Já para o México, o cliente da casa, ou seja, a fábrica da Navistar, em Escobedo, que receberá os motores MaxxForce 9, de 9.3 litros, e o MaxxForce 7, de 7.6 litros, que atendem as normas de emissões requeridas pelo mercado mexicano, EPA 04. Para a mesma planta rumam os propulsores MaxxForce 4.8H e 7.2H, com a tecnologia EGR Euro 4 para caminhões e ônibus da Navistar.


Redação: Pedro Bartholomeu


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