A Scania promete não só lançar seus veículos Euro 5 na 18ª Fenatran, mas também inaugurar uma nova fase da marca no Brasil, com mais ousadia, agressividade e com foco total na incrementação de seus negócios de caminhões e ônibus.
Quem assina embaixo é Roberto Leoncini, diretor geral de Vendas e Serviços da Scania. Novos veículos, novos motores, novas equipes, a ideia é recuperar o tempo perdido e rever estratégias equivocadas.
Para ganhar pontos preciosos de mercado conta com um plantel de qualidade e o claro objetivo de oferecer veículos cada vez mais eficientes aos frotistas, para garantir a máxima rentabilidade ao negócio de transporte.
Também adepta do sistema SCR, a Scania vem com a solução em todos os seus caminhões e confiante: "O sistema mostrou uma performance muito maior que o EGR e nosso lema é produzir veículos a cada dia melhores", diz Celso Mendonça, gerente de Pré-venda da Scania.
Por isso que a montadora não tem a linha x ou y, faz no dia-a-dia o exercício de melhoria contínua do produto. Esta postura terá como objetivo também resguardar a empresa de erros de estratégia como o de não encarar as caixas automatizadas como o futuro breve do segmento.
Pioneira na introdução dessas transmissões no Brasil com a Opticruise, lançada pela Scania em 2001, ou seja, há 10 anos. Com as vendas em bom patamar, as equipes de vendas não bateram na tecla da automatizada e acabaram por ceder espaço ao principal concorrente nos pesados, que hoje alcança mais de 60% de vendas de caminhões com esse tipo de caixa.
"Temos que fazer um mea culpa - diz Leoncine -, afinal não fizemos nenhuma força para convencer os compradores das vantagens da Opticruise, satisfeitos com as vendas dos nossos caminhões sem esse diferencial."
Agora a coisa mudará de figura, promete o diretor. Nas novas linhas de caminhões, que chegam a 620 cv de potência, as automatizadas transformam-se em garantia de alta eficiência e ainda de uma espécie de estepe para a falta crônica de bons motoristas.
Celso Mendonça, gerente de Pré-venda da Scania, lembra que a montadora foi a pioneira na oferta de caixa automatizada no Brasil e também dos sistemas auxiliares de frenagem Retarder. O Opticruise entra na sua terceira geração e agora, além de facilitar a troca de marchas, também corrige eventuais desvios na condução, graças a uma versão com um software ainda mais inteligente e reduzido número de componentes.
A maior eficiência vem do uso de sistemas eletrônicos mais ágeis e inteligentes, que são capazes de entender melhor o comportamento e a forma de dirigir do motorista, antevendo situações de risco e corrigindo-as independentemente da velocidade e das condições topográficas.
"Os motoristas guiam com mais calma e de forma mais estável com o Scania Opticruise, economizando combustível, poupando pneus e freios e com maior margem de segurança", completa Mendonça. O que chama atenção é a operação extremamente fácil do Opticruise, uma garantia de que o condutor dirigirá muito mais descansado.
Para reforçar a segurança, o Retarder também foi melhorado, com seu torque máximo aumentado para 3.500 Nm, 500 a mais que a versão anterior. Uma versão de alta potência está disponível para aplicações fora da estrada, chegando a produzir até 4.100 Nm. A grande diferença entre o novo Retarder e o anterior é o aumento da capacidade de frenagem em velocidades inferiores a 20km/h, coisa de grande utilidade nas operações fora-de-estrada.
A Scania mostra suas linhas com motores de 9, 11 e 13 litros com 5 e 6 cilindros com veículos com potências de 250, 270 (Etanol), 310, 360, 400, 440 e 480 cavalos. A linha V8 da Scania continua sendo produzida, mas agora com os motores Euro 5 SCR chegam a potências de 560 e 620 cavalos.
Um grande diferencial da marca é o lançamento de caixa automatizada para a linha de semipesados, como o P250 DB 8x2. Em geral, segundo Leoncini, os motores de 9 e 13 litros da Scania na versão Euro 5 estão cerca de 7% mais econômicos que os Euro 3.
Tradicional produtora de motores EGR e SCR, a Scania preferiu o SCR para o Brasil. "Esta é a tendência mundial - diz Leoncini -, na Europa, onde disponibilizamos os dois sistemas, a proporção entre SCR e EGR hoje está em 80 e 20%, respectivamente."
Redação: Pedro Bartholomeu
Foto(s): Divulgação
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