Única montadora a oferecer os sistemas EGR e SCR para sua linha de caminhões leves, médios e pesados, o normal na concorrência é a oferta de EGR apenas para os comerciais leves, a MAN Latin America mostra em seu estande as linhas Volkswagen e MAN, estas fazendo sua estreia oficial no Brasil.
Líder efetiva nas vendas de caminhões, acima de 3,5 toneladas, há três anos, a MAN prepara-se para a defesa da liderança com a sua presença em quase todas as categorias de caminhões, atingindo agora, com os MAN a categoria dos extra-pesados, capazes de tracionar as composições de carga de 74 toneladas de pbtc em rodo-trens e tritrens.
Assim, com alternativas para todos os gostos e bolsos, a MAN amplia sua faixa de competição para modelos de 5,5 t de pbt até 74 t de pbtc com os pesadões da MAN. Com participação de 30,3% entre janeiro e agosto deste ano, Roberto Cortes comemora as fatias de 33,3% nas vendas de chassis de ônibus e de 28,2% nas exportações.
"Esperamos vendas totais de 48.012 unidades em 2011, 15% além das de 2010", calcula Cortes. O presidente da MAN Latin America prevê que boas surpresas podem vir à tona durante a Fenatran deste ano. "Deveríamos ter medidas para conter a antecipação de compras em virtude dos maiores preços dos veículos Euro 5", diz ele.
Cortes sugere que o governo adote uma medida sempre tomada em mudanças de legislação na Europa, como os descontos em licenciamento e no preço de pedágios. "Poderíamos ter o Finame Verde para a compra dos caminhões P7, que seria igual ao PSI, ou seja, com taxa de 4,5%."
Sobre os veículos e suas tecnologias expostas na Fenatran, Cortes bota fé que a engenharia brasileira da MAN está oferecendo o que há de melhor para seus clientes. "A oferta de duas tecnologias tem como objetivo buscar uma sintonia fina com os anseios dos clientes", disse.
Neste ponto, Ricardo Alouche, diretor de Vendas, Marketing e Pós-vendas da montadora, tem certeza que os frotistas vão se surpreender com as qualidades do EGR em aplicações pesadas. "Apesar de o preço ser só um pouco mais baixo que o dos motores SCR, os novos motores MAN não necessitam de Arla 32, nem de todos os componentes satélites para o pós-tratamento".
Para o dirigente, outro mito que os motores MAN vão "enterrar" é o de que o sistema é muito frágil diante de um combustível com maior presença de enxofre: "Fizemos testes extensivos e os resultados que obtivemos foram mais do que suficientes para atestar a confiabilidade dos novos engenhos EGR."
O conceito Advantech, que também atinge as linhas Worker e Constelattion, traz uma série de atualizações tecnológicas aos caminhões VW. Nas três linhas foram introduzidas uma nova geração de painéis, incluindo computador de bordo, indicador de marchas, limitador de rotação do motor, inibidor de partida do veículo em marchas diferentes de "primeira" e "ré" e indicador de restrição do filtro de combustível.
Além disso, as cabinas ganharam novas cores e visual atualizado e aerodinâmico, com tecidos mais resistentes e confortáveis para o motorista, contando com a contribuição de uma nova matiz de cores com o objetivo de tornar o ambiente visualmente mais agradável.
O item segurança também vem com inovações: os modelos dotados com sistema de freio pneumático serão equipados com filtro coalescente (novo sistema mais eficiente do que os filtros tradicionais na remoção de água do ar) de série, o que se traduz em menores custos de manutenção, devido ao aumento da vida útil dos componentes de freio.
A montadora passa a ter não só dois tipos de motores, com diferentes sistemas de inibição de emissões, como também com duas diferentes marcas, com caminhões Volkswagen e MAN. Com essa união de forças, começa a competir também na faixa de caminhões extrapesados, acima de 57 toneladas.
Ou seja, começa a vender uma linha completa de caminhões e cavalos mecânicos de 5,5 toneladas de pbt a 74 toneladas de pbtc, peso bruto total combinado. Além dos modelos produzidos em Resende, a montadora também oferecerá os modelos MAN TGS - WW com motorização Euro 3, importados da Europa especialmente para os países latinoamericanos onde a legislação local permite sua comercialização.
As inovações feitas nos caminhões Volkswagen foram fruto de um conceito batizado de Advantech, que integram mudanças desde o desenho dos veículos até os itens de eletrônica embarcada e os motores, as reais estrelas desta Fenatran.
O conceito atinge as linhas Delivery, Worker e Constellation, que mostram painéis mais modernos e dispositivos muito úteis como o limitador de rotação do motor, o inibidor de partida em marchas diferentes que a primeira e a ré e um indicador de restrição do filtro de combustível. A MAN não se descuidou da segurança, os novos modelos vem com sistema de freio pneumático equipado com filtro coalescente de série.
Os novos leves Delivery foram reunidos na família Advantech e têm motores Cummins ISF de 3,8 litros SCR. Com turbo de duplo estágio, esses novos urbanos tiveram reduzidas em 30% as necessidades de trocas de marchas, aumentando o conforto do motorista e a produtividade do serviço.
Isso foi possível com uma nova curva de torque do motor, com melhor retomada em baixas rotações, e a transmissão ZF S5 420 HD, de cinco marchas com acionamento a cabo. Atenção com a implementação levou ao uso do aço LNE 50 nos modelos 5.150, 8.160 e 9.160 e nas longarinas planas. A linha, que recebeu as maiores mudanças, tem novas grades, para-choques tripartidos, acionamentos elétricos para vidros, retrovisores e travamento das portas, um item fundamental à segurança.
Os Constellation de 13, 15 e 17 também tiveram modernizações de segurança, conforto e eficiência e foram equipados com o novo motor P7 MAN D08 de 4,6 litros e 190 cv, que teve a MWM - International como licenciada para produção no Brasil. O D08f funciona com dois estágios de sobrealimentação, ou seja, dois turbos, injeção common rail e sistema EGR. A caixa é a Eaton 5406 de seis marchas a cabo. Outro motor MAN D08 é o 6,9 litros de seis cilindros, que desenvolve 260 ou 280 cv de potência também com dois estágios de sobrealimentação. Os 280 tem caixa ZF 9S 1010, de 9 velocidades.
Na intersecção das duas linhas a montadora oferece caminhões 6x2 e 6x4 com a motorização de 260 ou 280 cavalos para serviços mais pesados, incluindo a construção civil e serviços. O D08 com 6,9 litros vem junto com a nova transmissão ZF mecânica de 16 velocidades sincronizadas com comando por cabos.
Os motores SCR Cummins ISL com nove litros, seis cilindros e 330 cavalos de potência são outra opção e incorporam agora o freio de descompressão com até 80% da potência de motor para auxiliar na frenagem. A caixa é a ZF 16S 1585 de novo acionamento a cabo com H sobreposto, acionado por tecla pneumática simplifica a comutação de marchas, impede erros na troca das marchas e danos à caixa de transmissão.
Nos trabalhos fora-de-estrada, na construção civil, cana e madeira, os Cummins ISL de 9 litros e 6 cilindros, também estão presentes em versão de 390 cv e turbo com geometria variável, para melhor desempenho e baixo consumo de combustível mesmo em baixas rotações. Assim, os Constellation oferecem todas as configurações possíveis de cavalos com potências aumentadas para 330 e 390 cv.
A linha premmium da companhia é mesmo formada pelos cavalos MAN TGX agora produzidos no Brasil nos modelos TGX 29.440 6x4 e 33.440 6x4 e dos importados TGS. Os TGX de 440 cv colocam a empresa pela primeira vez na disputa do mercado de composições de 74 toneladas, como os rodo-trens e tritrens.
Os cavalos são tracionados pelo motor MAN D26 tem 12,4 litros, seis cilindros e 440 cv e caixa automatizada de 16 velocidades TipMatic e versão manual com acionamento de transmissão a cabo com H sobreposto. Operada por tecla localizada na alavanca de câmbio, simplifica a troca de marcas e aumenta o conforto para o motorista. O modelo MAN TGX 33.440 disponibiliza a redução no cubo que otimiza a tração nas condições mais severas de operação.
Já o modelo importado, o TGS 41.480 8x4 com 480 cv vai competir com os extrapesados concorrentes nas grandes mineradoras na substituição de articulados. Podemos dizer que é um teste de mercado da empresa para medir o potencial de nacionalização do produto. No segmento de cargas especiais a empresa negociou seis unidades de cavalos MAN TGX 33.540 6X4 e TGS 33.540 6X6 que serão utilizados no transporte de pás eólicas para grandes parques de energia alternativa no Brasil pela empresa espanhola Megabiaga.
Redação: Pedro Bartholomeu
Foto(s): Divulgação
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