Entra ano, sai ano, os grandes problemas brasileiros de transporte permanecem os mesmos, apesar dos propalados investimentos, que desintegram após eleições. O fato é que a primeira década do terceiro milênio já se foi e continuamos a conviver com os mesmos problemas do século passado.
A evolução na fabricação de veículos, na administração das empresas e nos conceitos de transferência e movimentação de materiais é flagrante, mas falta coordenação para que esses desenvolvimentos levem a efetivo progresso.
Na realidade, falta uma política de transporte efetiva interligando inteligentemente todos os modais, e não dependente de planos nacionais lançados ao gosto de lobbies de cada segmento.
Para os especialistas, o "ataque" a essas necessidades deve ser conjunto para que os resultados apareçam. Até agora, os "planos nacionais" mostram distorções muito grandes e buscam achar culpados pelos altos fretes, esquecendo que estes são calculados sobre commodities, ou seja, cargas de baixo valor agregado, que, evidentemente sofrem muito mais com o custo de transporte.
Assim, em vez de somar esforços, de forma a estruturar uma rede multimodal de transporte, de acordo com os custos relativos de cada produto ou matéria prima, os vários segmentos continuam a se digladiar pela conquista egoísta do maior número de "clientes" possível, leia-se participação.
Esquecem esses lobistas que, ao feitio da lei da oferta e da procura, não é possível organizar uma matriz de transporte por decreto, porque quando se fala em multimodalidade é exigível máxima eficiência a todos os modais. Confira:
Infraestrutura
Renovação da frota
Multimodalidade
Profissionalização
Segurança
Mão de obra
Redação: Pedro Bartholomeu
Foto(s): Divulgação
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