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Entram em vigor as medidas protecionistas da Argentina



publicado em: 01/02/2012

Segundo a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres, o governo brasileiro vai esperar os primeiros dias de funcionamento da nova medida para avaliar os impactos, antes de tomar qualquer medida.


Entraram em vigor hoje (01/02) as novas medidas da Argentina de controle das importações. A partir de agora, os importadores de bens de consumo devem apresentar a Declaração Jurada Antecipada de Importação (DJAI). Com isso, a operação deve ser autorizada previamente, o que pode atrasar os trâmites comerciais.

"Neste momento, aguardamos os primeiros dias de funcionamento do novo mecanismo, de pré-licença, para poder entender o impacto econômico e as consistências jurídicas com as regras internacionais. Também queremos ver o impacto que irá causar às exportações brasileiras", disse.

A secretária garantiu que há um "contato permanente" entre o governo brasileiro, o setor privado e o governo argentino. "Acompanhamos com preocupação este momento". Perguntada se o clima de diálogo com o país vizinho tem sido tenso, Tatiana definiu como "sério" o tom. "A conversa é séria no tom de quem tem preocupação de como o mecanismo será implementado. Não é tenso, mas é sério. Ainda não recebemos informações precisas de como se dará esse processo, o foco setorial ou não e o prazo que [a Argentina] pretende utilizar."

Para o Brasil, as medidas são protecionistas e podem remeter a uma queda considerável às exportações brasileiras destinadas à Argentina, um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Em janeiro deste ano, houve queda de 2% nos embarques externos brasileiros ao país vizinho. A redução ocorreu principalmente nos produtos básicos, como minério de ferro e alumínio.

Em 2011, as vendas externas brasileiras ao país vizinho somaram US$ 22,7 bilhões. De janeiro a dezembro do ano passado, a balança comercial entre os dois países registrou superávit para o Brasil de US$ 5,8 bilhões.

Redação: Luciene Cruz, Edição: Lana Cristina
Fonte: Agência Brasil de Notícias


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